quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Contos Imaginários de Amélia e Seu Mundo Maravilhoso

Bom, eu tinha um trabalho de português pra fazer, era pra fazer um conto de fadas moderno, e eu escrevi um hehe Não ficou tão ruim, eu acho, e como faz tempo que eu não posto aqui, vou postar.




Eu tenho uma história para lhe contar, não sei se vai gostar, quero dizer, não costuma ser como os outros contos de fadas – oh sim, é um conto de fadas. É uma história engraçada, mas não para rir, engraçada de confusa, engraçada de... Amélia.
             Amélia é uma escritora de histórias, de contos de fadas, ela tem seus vários contos imaginários, não são bem imaginários, pois tudo o que acontece com Amélia, ela escreve no seu grande livro chamado “Contos Imaginários de Amélia e Seu Mundo Maravilhoso”, mas ela escreve de um jeito, bem, mágico, o seu jeitinho.
            Já aconteceram muitas coisas com Amélia, é uma pena que eu não possa te contar tudo que está no livro e tudo o que aconteceu com ela, mas ela me deu permissão para contar uns dos contos dela, bem, os mais conhecidos, que você já deve ter ouvido falar, a história começa mais ou menos assim:

O lobo da cesta
            Minha avó está doente, de novo, coitadinha... É a segunda vez no mês, estou começando a ficar preocupada. Mas esse não é o problema, o problema mesmo é que eu vou ter que levar os remédios pra vovó, e levar uns paparicos que mamãe fez para ela, mas que saco! Eu adoro a vovó, ela sempre me dá doces quando vou visitar ela, mas quando ela está doente, ninguém merece.          
            Hoje fui entregar a cesta para a vovó, do outro lado da cidade, antes de sair de casa minha mãe me disse para não falar com estranhos, é o que ela sempre fala. Tudo bem, eu estava indo pelo caminho de sempre, até que, apareceu aquele lobo, o meu vizinho, com uma cesta com remédios e paparicos também... No começo eu não dei bola, mas como sou curiosa, perguntei ao lobo para quem era a cesta, e ele respondeu “para a vovozinha”. AI MEU DEUS, COMPETIÇÃO! Me apavorei, comecei a correr para chegar primeiro e ganhar os doces da vovó, mas ele correu atrás de mim, deu uma risada e disse “não são para a sua vovozinha”, eu acreditei. Antes que eu fosse embora o lobo me disse “Se não quiser se atrasar, pegue a esquina de cima e corte caminho pela praça, vai chegar lá mais rápido”. Eu acreditei, BOBA! Agradeci e peguei o caminho que ele disse, e adivinha, ME PERDI! Isso seria meio obvio não? Como ele iria saber o caminho mais rápido para a casa da vovó se não tivesse nenhum interesse? Como pude não perceber isso? Tola!  
            Ai, tive que voltar todo o caminho até onde aquele maldito lobo me deu informação, e então, corri para o caminho correto até a casa da vovó. Ao chegar lá, a porta já estava aberta, e o lobo já tinha entregado os remédios e os paparicos para vovó, assim então, comeu todos os “meus” doces e foi embora, fiquei com uma vontade horrenda de estrangular aquele lobo.
Fim

            Não, não, não é o fim não, só desse conto, caro leitor. Confuso não? Pois é, mas deixa eu te contar um segredo, esse lobo, era a prima vizinha da Amélia, que é claro, elas vivem fazendo competição pra receber mais atenção da vovó. Bem, Amélia sempre tem o jeitinho dela de contar, mas acredite, ela nunca mente.

A agulha dormente
Eu havia ficado doente, era a minha vez, a da vovó já passou. Não sei o que tinha acontecido comigo, só sei, que minha mãe me levou para um castelo branco, cheio de fadas brancas, que se chamavam “enfermeiras”, nomes estranhos para fadas, pensava eu. Passei um dia, entre quatro paredes, com agulhas gigantes fincadas em mim, eu estava morrendo de medo, aquele castelo era tão silencioso, tão sem vida, mas por sorte, as fadinhas enfermeiras eram atenciosas e gentis comigo.
Minha mãe foi me visitar então, depois de um dia cansativo e desanimado. Mamãe disse que as agulhas iriam me fazer bem e que logo eu voltaria para o nosso castelo, a gente teve uma conversa boa, até que no quarto chegou uma bruxa horrível, velha e séria, fiquei até com medo de tão feia que ela era! A bruxa olhou para minha mãe e disse “Hoje à noite, antes da meia-noite, ela será espetada pela agulha dormente, e dormirá por 3 anos”, MALDITA BRUXA VELHA E NOJENTA, ME ROGOU PRAGA! E agora, vou ficar o resto da minha vida trancada aqui? Quando vou voltar para casa? 3 anos?
Eu estava com medo, temia que a noite chegasse, e o pior, a noite chegou! Aquela bruxa velha entrou no quarto com uma seringa enorme na mão, e minha mãe nada fez, só me olhava, parecia que estava do lado delas, foi um PESADELO! A bruxa pegou  a agulha e espetou em mim, eu não podia fazer nada, aquelas fadinhas que no começo se faziam amigáveis, agora estavam me segurando!
Dormi por 3 anos e acordei, foi horrível, estava no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, como elas esperaram tanto tempo? Mas então, eu estava livre da praga da bruxa e pude voltar para casa em paz, depois de 3 anos, e AI QUE DOR DE GARGANTA!
Fim

Mais confuso ainda caro leitor? Te entendo, eu também ficava assim, até descobrir a verdadeira história. Acontece que Amélia tinha uma cirurgia no nariz e na garganta para fazer (a coitadinha estava muito mal), e é claro, sua mãe a levou para um hospital (o castelo branco), Amélia ficou internada lá por um dia até fazerem a cirurgia, e a bruxa velha, era claro, a médica, que na verdade, era feia e velha mesmo, ela havia dito que” essa noite Amélia faria a cirurgia, e então, a anestesia, que a faria dormir por mais ou menos 3 horas”. É que Amélia tem seu jeitinho de contar, como já lhes disse. A cirurgia ocorreu tudo bem, removeram as pobres amígdalas de Amélia, por isso a dor de garganta. E ela dormiu mesmo, mas foram por 3 horas, não 3 anos.

No baile sem sapato
Eu estava no meu castelo, cantando feliz, quando de repente a porta bateu. Corri escada a baixo pra atender a porta, era o mensageiro real, me entregando um convite para o baile real no castelo real, ahhh SURREAL! Fiquei tão emocionada com o convite, queria muito agradar o príncipe essa noite, mas com o que? Com que roupas?
Minha mãe foi até meu quarto comigo, me ajudar, mas eu só tinha trapos no meu guarda-roupa, minha mãe, irritada, disse que era mentira, MENTIRA NADA, está praticamente vazio. Então eu me larguei na cama e chorei, sem vestidos, sem sapatos, SEM NADA! Foi aí que eu pensei “AH COMO EU QUERIA UMA FADA MADRINHA”, eu me apoiei na janela e olhei as estrelas, olhava a mais brilhante, que ficava mais brilhante, e mais brilhante, e mais brilhante e EPA TÁ CHEGANDO PERTO DEMAIS! Uma luz me empurrou pra dentro do quarto novamente, e sim, era uma fada madrinha, pequenininha, mas era uma fada madrinha! Fiquei tão contente, a fada disse “Amélia querida, você vai estar linda para esse baile, basta usar isso” e ela me entregou um cartão, escrito “cartão de crédito”, ela disse que fazia mágica! Eu corri para as lojas de vestidos reais e comprei tudo o que eu precisava para o baile, agora sim, o príncipe seria MEU!
Chegou a noite do baile, meu pai me levou com a carruagem dele, cheguei ao castelo real, com um vestido lindo e um sapato todo brilhante, bem, eu estava um ARRASO! Entrei no baile todos olharam pra mim, o príncipe dançou com várias, mas quando chegou a vez de dançar comigo, ele abriu um sorriso de orelha a orelha. Ah, a gente dançou muito, e cada pouco eu olhava o relógio, pois a meia-noite eu tinha que estar de volta ao castelo, regra de mãe, ninguém merece. A gente dançou e dançou, confesso que estava caidinha por ele, e ele por mim, acho... As outras princesas e duquesas morreram de inveja, eu estava me divertindo á beça, até que a meia-noite, minha mãe me ligou no meu celular e disse que papai estava me esperando lá fora na carruagem, eu tive que correr, deixei o pobre príncipe dançando sozinho e corri até a carruagem, senão minha mãe não me deixa mais ir aos bailes reais. Mas enquanto eu estava correndo deixei cair meu sapatinho brilhante, ai que prejuízo.
Eu pensei que ter perdido o sapatinho fosse uma coisa ruim, até é claro, o príncipe bater na minha porta com o sapatinho na mão! Sim, ele entrou no meu castelo, e botou o sapatinho em meu pé, deu um sorriso e ainda, ME PEDIU EM CASAMENTO! Claro que eu aceitei, imagina só, eu e um príncipe? Preciso contar pras minhas amigas!
Fim

Sim, você sabe que história é essa, não? É claro que sabe. A história real é que Amélia recebeu pelo correio um convite de aniversário do garoto mais popular da escola, bem, típico não? Amélia ficou muito feliz, mas ela “achava” que não tinha nada para vestir, ela chorou por noites, até, encontrar o seu cartão de crédito no fundo da gaveta, que ela pensou que havia perdido. Ela comprou as roupas mais lindas das vitrines para impressionar o garoto, e é claro, se arrumou toda, não tinha mesmo quem não olhasse para Amélia na noite da festa. E o garoto estava caidinho mesmo por Amélia. Sabe como as mães são, Amélia tem apenas 14 anos, sua mãe queria que ela voltasse antes da meia-noite, senão, nada de festas. E quando deu meia-noite, Amélia correu para o carro de seu pai que a esperava, e realmente deixou cair o sapatinho. O garoto é claro que não passou de casa em casa pedindo sobre o sapatinho, ele sabia muito bem que era de Amélia e foi até sua casa para devolver, onde lá pediu Amélia em casament.. Ops, em namoro.
Então é isso caro leitor, espero que tenha gostado, Amélia é uma menina muito especial, deviam conhecê-la, de certo que irá gostar dela, e suas histórias então? São maravilhosas.

Música:

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