quinta-feira, 11 de abril de 2013

Reflexão da Solidão e da Dúvida


Ando cansado, cansado não sei de que. Ando sozinho, com pena de mim mesmo, é assim que me sinto todos os dias. Com dúvidas sobre tantas coisas... São tantas perguntas sem respostas, tantas respostas sem perguntas. Onde quer que eu vá, a sombra da dúvida me persegue. O choro é meu inerente, ele é quem mais me acompanha, mas não choro porque estou triste, choro pelo vazio, pela falta de algo, pela dúvida. O tempo está brusco, como sempre, o sol está escondido atrás das espessas nuvens escuras, ele não quer aparecer para mim hoje. 
"Será que tal pessoa gosta de mim?" "Será que sou importante para ela?" "Será que ela gosta mais de mim do que dele?" "Será que sou sábio o suficiente?" "Por que ele é melhor do que eu?" "Será que...".
Nascer é sofrer, viver é sofrer, se não quiser sofrer, que se isole, mas a solidão também é sofrimento. Por mais que as pessoas sejam cruéis, preciso delas. Qualquer pensamento meu é persuadido pela sombra da dúvida, tudo acaba em dúvida.
Ando cogitando demais, mergulhando em mágoas do passado, passados que até não existiam, mergulhando num mar de ilusões, um mar de ilusões e dúvidas.
Tempos obscuros, acordando todos os dias na expectativa do sol nascer mais brilhante, do céu esbelto pairar sobre minha cabeça, iluminando, reluzindo. Uma expectativa, expectativa sem esperanças, nem abro mais a janela, eu sei que a nuvem escura vai estar lá, ela continua a me perseguir e parece que ela está apenas sobre mim, como se as outras pessoas não a tivessem, como se eu fosse destinado a ficar na sombra da dúvida, do medo, da solidão e da ilusão.
Sempre fui indulgente demais, ingênuo demais, perdoando facilmente, aceitando tudo com complacência, com medo, alguém deplorável. Sempre me sucumbi à vida, o que mais alguém como eu poderia fazer?
Essa é minha vida? É assim que tem de ser? Dúvidas? As vezes tenho vontade de abandonar o pouco que me resta, as poucas pessoas que ainda permanecem do meu lado, por medo, por dúvida, por expectativa.
Adormeci, amanhã levantarei, farei o desjejum, esperando o sol voltar a reluzir, esperando tudo melhorar. Mas talvez eu não queira isso, talvez eu tenha medo do sol reluzente, talvez eu queira essa nuvem escura sobre mim, porque eu sinto medo, e talvez eu me acomode na escuridão da dúvida e da solidão, talvez eu tenha medo da felicidade, talvez... Talvez... Talvez.
O tempo passa... E as dúvidas permanecem. Sou um pássaro querendo sair da gaiola, todo esse tempo a gaiola esteve aberta, mas eu não saí, por medo, medo de não saber voar, pela dúvida, dúvida de como seja lá fora, por que talvez....
- Tauane Vassoler


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