quarta-feira, 12 de março de 2014

Confusão

Onde olho atentamente
Sinto um efêmero temor
Uma mente confusa
Que vaga veementemente
Por um escuro resplendor

Desprovida de certeza
Sinto uma calma leveza
Nas ondas da dúvida
Que me arrastam a tristeza
De uma mente inquieta

Um corpo lasso
Uma mente aderente ao devaneio
Um coração brando
Um breve enleio
Na minha própria conclusão

Penso, logo existo
Existo, logo penso
Penso, penso, penso
Logo desisto
E repenso

Ponderando as ironias
Dissimulando-me em minhas confusões
Está tudo tão escuro
Especulo o outro lado do muro
Sem saber o que há lá (o que há lá?)

Incertezas, perguntei
Onde estão as tuas verdades?
Onde ocultam-se tuas respostas?
Uma dúvida composta
De vários fatores repentinos
Que surgem num devaneio matutino

Posso eu?
Logo eu
A tentar entender
Aquilo que não posso compreender?
E tentar mudar
Aquilo que não se pode modificar?

Penso, logo surgem-me dúvidas
Confusões
Sem soluções
Sinto-me assim
Tão confusa

"A verdade é relativa"
Fatos não verídicos
Mentiras comprovadas
Mentes povoadas
De um artifício provocador

Penso, logo confundo-me
Em meus sentimentos
E pensamentos que cogitam
A falta de certeza
Em uma pessoa como eu

Agora, pergunto-lhe
O que é confusão?
Uma súbita dúvida?
Ou pensamentos em profusão?
Confuso estás



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