quarta-feira, 28 de maio de 2014

Passos Estranhos

No topo das árvores
Os pássaros cantavam
Com a mesma intensidade
Que no horizonte
Os raios do sol brilhavam.

Sobre a relva celeste
Meus pés descalços
Pisavam
Enquanto sentia meus pés gelados
Minha mente vagava
Em pensamentos
Que longe estavam
Onde os sóis extintos
Perguntavam
Para que lado ficava
O Paraíso.

O vento levara
O calor agônico para longe
Meus cabelos esvoaçavam
Para o além
E as incertezas
Carregadas pela correnteza
Numa luta mórbida
Entre o cavaleiro
e a Nobreza.

A brisa sussurrava
Poemas,
E à noite,
A lua premeditava
Teoremas.

Os grilos
Em sua orquestra saltitante
A dor espantavam
Em versos pensantes
Que as estrelas contavam
Numa valsa dançante.

Óh noite e dia
Cada horizonte
Que atravessa
A vasta ponte
Com a mesma pressa,
Atuando
Numa infinita peça.

2 comentários:

  1. Que lugar maravilhoso! Parece ser a cena de algum filme sobre a Idade Média. <3

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    1. hahaha é verdade! É por isso também que eu gosto tanto de florestas <3

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