quarta-feira, 2 de julho de 2014

Janelas

Na calada da noite,
Gélidos ventos -
O relento -
Vem me atormentar.

Notívagos pensamentos
Que aguardam o sol matutino
Iluminando,
Sussurrando.

Ventanas, seus toldos balançam
Contra mim.
Num súbito desejo de apossar-se
De mim.

Acalento do calor
Aguardado pelos tormentos da escuridão -
Os áureos raios que rasgam o céu
Iludindo a solidão.

Se soubesse
Que extintos eram os passos
De eternas pegadas
Agora me desfaço.

Assim, deambulo
Na direção de uma luz
Que lá de cima
Tudo não vê...

Apenas estima
Sua própria sina
Até os toldos fecharem-se
Para o além.

E volta a perdurável
escuridão.

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