sábado, 12 de julho de 2014

Meio Marinheiro por Inteiro

Conheci um marinheiro
Que só era pescador
Quando navegava o mar inteiro
Para lá pescar a dor

Bota e desbota
Botou a bota desbotada
Tirou as meias
Para colocar as inteiras

Conheceu um conde desdentado
Oh conde desprezível
Não foi condescendente 
Com o descontente conde sem dente

Continua a navegar
Com coragem
Sob o céu cinzento
Onde as cores não agem

Em seu navio marítimo
Não se sabe se a dor vai
E em seu mar íntimo
Só se sabedoria

Vendeu seu navio
Ficou isolado
Tentou desolar-se
Mas isolou os dois lados

Adeus marinheiro sonhador
Deixou o seu cargo propriamente
Agora vive contente
Voando pelos céus

Pensando com a própria mente.

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