quinta-feira, 3 de julho de 2014

Seja Ninguém

Siga ordens
Aceite a lei
Repudie a desordem
Siga um rei
Que no trono da desgraça,
Reina, sobre a fumaça
De carcaças.
Decline a revolução
Aceite a razão
A justiça dos que seguem
Um padrão.
O egoísta
O oportunista
Não lá tão ruim assim
Afinal, sou eu quem preciso
Chegar até o fim.
Vede-se
Na ilusão
Do dinheiro
Do luxo
Da religião
Confortando-se
Na própria condenação.
Aceite a opinião
Da grande maioria
Não manifeste suas palavras
Acorrente-as
E esqueça suas eufonias.
Ouça, não fale
Aceite e se cale,
Deseje o poder
Abdique o saber.
Siga o rebanho
O cheiro da conquista
Que na humildade calca
E que reina na injustiça.

Assim, Seja Ninguém
Ou seja alguém
que nada tem
Além de um bolso cheio
de desdém.


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