terça-feira, 23 de junho de 2015

Poemas de um desassossego apaixonado



A cada fim de tarde
O sol estaria ao nosso lado
E todos os pensamentos desamparados
Voariam para longe de nós.

Então ficaríamos ali, assim
Perdidos no nosso agrado
No nosso sossego calado
Num horizonte sem fim.

Absorta nas tuas virtudes 
Na tua tenra solicitude
Uma eterna plenitude
Que me protege
Que me conforta
Que me transporta
Para onde ninguém nos alcança
Para a nossa própria lembrança.

E assim ficamos
Até o sol pertencer ao horizonte novamente
Aqui estamos
Nós, a cada segundo que se passa vivamente
Como se o tempo parasse, para que pudéssemos viver
Cada instante inexistente.

Agora nós pertencemos ao horizonte.







Entrelacei-me
Em uma profunda sensação
Entre teus braços
Entre teu coração. 
Essa era a relação
Da nossa perfeita sintonia 
A perfeita simetria
A harmonia que, esporadicamente 
Cruzava nossos olhares 
E juntava nossas mãos.

E assim, repentinamente
Deixávamos de ser dois
E virávamos apenas um.
Como dois rios de duas vertentes
Fluindo constantemente 
Em direções opostas 
Envolvendo-nos com a corrente 
Até desaguarmos no nosso próprio oceano. 



Onde nós, os marinheiros, somos os donos do mar e capitães dos nossos sonhos.








Com Você

Qualquer minuto é eternidade
Qualquer mentira é verdade

Qualquer céu é infinitude
Qualquer mal é virtude

Qualquer som é melodia
Qualquer caos é harmonia

Qualquer acaso é destino
Qualquer enigma é atino

Qualquer luz resplandece
Qualquer escuridão desaparece

Com Você
Qualquer inferno é paraíso



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