domingo, 4 de outubro de 2015

Percursos


Se mergulhares em mim
Afogar-te-ás,
Pois o mar que em mim habita
Não é mar sereno,
É voragem, é redemoinho.

Se adentrares em minha mente
Perder-te-ás,
Pois minha mente é labirinto.
Se tem alguma saída
Nem eu mesma a achei,
Toda passagem é indefinida
É neblina, é difusão.

Se flutuares em minha alma
Destroçar-te-ás,
Pois o vento de meu espírito
Não é brisa matutina,
É tufão, é furacão.

Se sentires minhas emoções
Queimar-te-ás,
Pois meus sentimentos são fogo intenso,
Não é faísca ou fogueira,
É fogaréu, é incêndio.

Mas se mesmo assim
Tu passaste pelo naufrágio,
Pela confusão e pela loucura,
Pelas intempéries,
E pela conflagração,
Tu chegaste ao meu coração,
E lá, lá é calor,
É plenitude,
É mansuetude,
É entusiasmo,
É coragem,
É felicidade,
É eternidade,
É amor...
Se tu o tocaste
Logo saberás
Que ele, daquele momento em diante
pra sempre será
Seu.
Como ele é agora.

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