sábado, 30 de abril de 2016

Da série: não foram as "Belas, recatadas e do lar" que fizeram história

Novamente, a mulher pode ser sim bela, recatada e do lar, mas essa deve ser decisão dela, APENAS DELA, de ser tal mulher, não decisão dos padrões sociais impostos. Toda a mulher tem o direito de estabelecer tal função, mas o que queremos dizer é: somos muito mais que isso.

Esse estigma é determinado pela sociedade patriarcal de forma com que a mulher se torne objeto primordial de cônjuge, designando assim sua única função de casar-se e servir ao marido, como se essa fosse a única ocupação da mulher na sociedade.

Explicando:
O mito da mulher perfeita é de longa data, as escolas, a educação maternal, tudo era redirecionado à mulher, desde sua infância, de modo a ser uma boa esposa, boa mãe e dona de casa, sem dar a liberdade dela construir independentemente o seu próprio futuro, até porque, por lei, a mulher não podia trabalhar, sua única forma de sustento seria encontrar um bom marido, caso contrário seria desprezada pela sua família e pela sociedade. Assim moldou-se a mulher na sociedade, e os "homens de sorte" eram quem "POSSUÍAM" tais mulheres... Usei a palavra "possuir" porque o modo com que a sociedade construía essas mulheres era similar com um modo de produção de um produto a ser consumido.

Estamos falando do século passado, mas, ainda existem pessoas com tal mentalidade, como vimos há pouco tempo. Mentalidades que tentam incutir tal ideologia pífia e conservadora nas mentes pequenas, fazendo com que ainda acreditemos que a mulher valorosa é puritana e submissa, e que a mulher mais brava, com mais liberdade pessoal de tomar suas próprias atitudes e independente é histérica, é vulgar e não é "para casar".

"Mulher que bebe não é para casar", disse o homem que bebe.
Somos livres, essa coisa "para casar" ou não, não existe mais, porque nós podemos decidir se queremos casar ou não, e nós também podemos exigir qualidades do homem, escolhendo nosso parceiro. Parem de viver na idade das trevas.

Por muitos anos a mulher não teve outra opção para ser aceita socialmente a não ser bela, recatada e do lar. Agora, a história é outra, graças aos avanços nos direitos das mulheres, conquistados por mulheres SUBVERSIVAS ao sistema (consideradas histéricas e loucas pela sociedade conservadora da época), mulheres que se desprenderam dos moldes, rótulos e imposições e simplesmente lutaram pelos direitos básicos de votar, trabalhar, estudar e viver igualmente em sociedade. Foram essas as mulheres que fizeram história, que fizeram a nossa história, que transformaram e fizeram da nossa equidade, uma lei.

Foi Cleópatra (69 a.C), ousada, sagaz, independente, quem fez história.
Foi Hipátia (355 d.C), subversiva, gênia, visionária, que foi chamada de bruxa e morta apedrejada na época, quem fez história.
Foi Joana D'Arc (1412), louca, bruxa, "pecadora", queimada na fogueira, quem fez história.
Foi Maria Quitéria de Jesus (1798), disfarçada de homem, lutando contra portugueses na batalha da independência, quem fez história.
Foi Ada Lovelace (1815), primeira programadora da história, quem fez história.
Foi Marie Curie (1867), cientista, clandestina, julgada pela sociedade da época, quem fez história.

Foi Frida, Olga Benário, Mary Wollstonecraft, Virgínia Woolf, Simone de Beauvoir, Charlotte Brontë, Emily Brontë, Emily Dickinson, Jane Austen, Malala Yousafzai, Jane Goodall, Clarice Lispector, Elis Regina, Cássia Eller, Maria da Penha, Eleanor Roosevelt ... São tantos nomes, tantos papéis emblemáticos, tantas mulheres que não aceitavam ser apenas o produto "Bela, recatada e do lar", cansadas de serem controladas, mulheres muitas vezes julgadas pela sociedade, consideradas desequilibradas, "vulgares". Mulheres que não foram criadas para agradar homens, para ficar em casa cuidando do lar, mas sim mulheres que foram criadas para mudar o mundo, para libertarem-se, para ser o que elas quisessem e para fazer história.

Isso é ser mulher de verdade, meus caros, é uma mulher ser o que ela quiser.

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