domingo, 17 de abril de 2016

Luto, do verbo lutar


Da minha luta, minha liberdade
Na minha luta, sou mulher de verdade.

Se eu quiser ser mãe,
Ser esposa,
Ser dona de casa,
Quem decide sou eu,
Patriarcado,
Não sou mais tua escrava.

Não luto por mim, apenas.
Luto por todas
Porque juntas não somos dezenas
Juntas somos as suas irmãs
suas filhas, suas mães
suas arquitetas, suas empregadas
suas professoras, suas chefes,
suas médicas, suas advogadas,
suas esposas, suas amigas,
Somos a revolução,
Não somos inimigas, somos a população!

Somos a revolução da mulher poder decidir
O caminho que ela quiser seguir.
Isso te ofende? Pois não devia
Mulher querer ser livre não é ofensa
Não é heresia,
É direito, é conquistar respeito
Que todo o humano merecia.

Luto pelas meninas
Que já estão casadas.
Luto pelas meninas,
Que não estão estudadas.
Luto pelas mulheres,
Que em suas próprias casas são violentadas.
Mulheres
Impedidas, agredidas
Rebaixadas, mandadas,
Controladas, odiadas
Apedrejadas, estupradas...
Basta! Não somos obrigadas.

Queremos mandar em nossos corpos
Queremos ser livres das correntes.
Não queremos ver nossas irmãs descontentes
Por não poder andar na rua livremente,
Por sofrer em mãos de dementes
Que esquecem que mulher também é gente!

Luto pelas mulheres trabalhadoras
Luto pelas mães, batalhadoras.
Luto pelas mulheres que lutam
Todos os dias contra a sociedade conservadora,
Que estas são,
Da sociedade machista, as vencedoras.

Luto porque preciso lutar
Livro porque preciso livrar
Tenho asas para voar
E se você não voar comigo,
não poderá me segurar.
Nunca mais.

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