quinta-feira, 23 de junho de 2016

Eu estou perdida

Eu estou perdida 
Na minha singularidade,
Mas você não me encontrou,
Você se perdeu comigo
Para que assim pudesse ser sentida
A nossa liberdade.

Perdemo-nos nas florestas
Na nossa própria fantasia
As aventuras vividas
Que eu transformo em poesia.

Os complexos laços de nossas mãos
Que tecem a nossa utopia
Nos levam para uma eternidade
Que antes não existia.

A eternidade dos sonhadores
Poetas, nômades, amantes
Metamorfoseando suas dores
Em diamantes
Ou em sabores.

E o efêmero tornou-se perene
A brevidade sutilmente nos espia,
Mas a nossa sinfonia
Agora tocada pelos instrumentos da eternidade
Fez do nosso plural
Uma única unidade.

Engenhamos o nosso próprio universo
Criamos a nossa própria teoria
E assim nos desvencilhamos das alheias vozes
Para cantar a nossa própria melodia.


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