quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sou das Intensidades


Sou das Intensidades
Não me apetecem as amenidades,
Em amores ou amizades
Gosto dos âmagos, das verdades.

Não nasci para superficialidades
Não gosto de falar sobre trivialidades,
Não me pergunte sobre o tempo físico
Me pergunte sobre o tempo e suas vaidades
Suas exigências, suas incongruências, suas volatilidades
Quais epistemologias?
Pois aprecio a vida em sua profundidade...

Não me pergunte sobre o que eu faço
Me pergunte sobre o que eu quero fazer
Me pergunte sobre o que eu sinto
Sobre o que eu quero ser
Sobre meus sonhos, meus medos,
Meus anseios, receios, devaneios...
Muito mais instigante
O caminho incerto dos errantes.

Escrevo em versos livres para demonstrar minha liberdade
Rimas desregradas pela minha subversividade
Sou poeta de quarto, de ônibus, de lamentos
Poeta de sonhos, de tristezas, de tormentos,
Não escolho as palavras, elas me escolhem,
Pois escrevo sobre o intrínseco, sobre a essência,
Não sei escrever sobre rotinas,
Escrevo sobre a complexidade da existência.

Sou o que eu sinto, o que penso, o que vejo, o que desejo,
E com tudo isso, às vezes, fazem-se as poesias,
Onde habitam os indecentes, itinerantes, os sonhadores,
As fantasias...

Sou das intensidades,
Mas de vez em quando,
Me afogo na minha profundidade,
E então tu vens, com tua serenidade
Para me salvar da minha própria subjetividade...

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