quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sou um Pássaro


Frequentemente me sinto como um pássaro.

Acho que nasci no corpo errado, um pássaro preso em um corpo humano, um corpo sem asas, um corpo fadado ao chão, um corpo que só voa quando a mente permite.

Às vezes, no cotidiano da vida, pego-me olhando para o céu e me imagino voando nele o mais alto e mais longe possível, fugindo de tudo, fugindo da multidão, fugindo da ira, do medo, da podridão.
Tirando meus pés do chão, fecho meus olhos e imagino minha utópica liberdade.

Olho para o céu acinzentado carregado de nuvens escuras, mas vejo que no horizonte ainda há uma luz, onde o sol se põe, nuvens claras e iluminadas por cores quentes e brilhantes, vou voando para esse infinito, como um pássaro em busca de um paraíso. Tenho uma forte tendência a me atrair por tudo o que é distante...

Às vezes me sinto pássaro pelo meu tamanho, a vida sempre me pareceu tão grandiosa...
Me sinto pássaro, às vezes passarão, às vezes passarinho.
Me sinto pássaro porque sinto que não pertenço a um só lugar.
Me sinto pássaro porque não nasci para ficar presa, nasci para estender minhas asas para o mundo e seguir, com o vento, o horizonte.
Sou um pássaro sem asas, mas que voa. Vôo porque me permito voar, vôo porque me permito sonhar.

Me sinto pássaro, sou pássaro.

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