terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sou mulher

Sou mulher, e eu amo ser mulher.

A sensibilidade ao sentir, a luta diária, o companheirismo feminino, a intuição.
Mulher é sensibilidade e força, é o equilíbrio entre a razão e a emoção.
Sentimos tudo com paixão, gostamos da intensidade de se existir, não somos exageradas, somos apaixonadas pelas pessoas, pelas sensações, pelo mundo. Ao mesmo tempo em que analisamos e comandamos nossas próprias vontades, nossos pensamentos, nossa realidade.
Nosso coração suporta todo o peso que nos é outorgado, nossa força é imensurável, perduramos, sempre, mesmo inferiorizadas, rebaixadas, violentadas, objetificadas, impedidas, estamos aqui, sobrevivendo.
Temos facilidade em falar sobre sentimentos, em ajudarmos uma às outras, porque compreendemos o que é ser mulher... Empatia, amor, sororidade.
Mulher não é sobre competição, não é sobre rivalidade, isso é o que nos impõem, o que nos instigam, mas no momento em que nos libertamos dessa demagogia, vemos que juntas somos mais fortes.
Nossa determinação nos leva ao pináculo de lugares em que somos subestimadas, pois mesmo com toda a barreira, com todos os obstáculos, ainda conseguimos ser o que queremos ser, o que sonhamos em ser. Resistimos.
Mulher, eu aprendi que ser mulher é poesia, é luta, é resistência, é amor, é existência.
A minha insubmissão é o que me torna independente, é o que me motiva para a vida, para a libertação. Minha subversão, minha revolta, minha necessidade de emancipação. Ninguém me ensinou isso, eu nasci mulher, por isso sou assim.
Devemos amar sermos mulheres, porque quando nos amamos, nos libertamos, contestamos o patriarcado, estampamos em cada canto do mundo o orgulho da nossa resistência. Nossos corpos se desvencilharam de seus padrões, não adianta mais, sociedade, logo seremos todas, juntas, unidas, impugnando suas imposições, quebrando seus paradigmas, amando-nos.
Eu amo ser mulher.
Mulher é arte, é a primavera, é o florescer, é a fertilidade.
A sensibilidade que vocês dizem ser feminina, é o que nos faz ver mais cores no mundo.
A instabilidade que vocês dizem ser feminina, na verdade é a nossa capacidade de mergulharmos em nossos próprios sentimentos.
A fragilidade que vocês dizem ser feminina... Fragilidade? Eu ainda sobrevivo, eu ainda resisto, eu ainda vivo, eu ainda luto, diariamente, contra o seu machismo. Como todas as mulheres.

Se eu não fosse mulher, talvez eu seria um bom homem, mas jamais seria tão bom como eu sou como mulher. Porque minha luta me fez mais forte, minha luta me tornou Mulher.


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