sexta-feira, 18 de novembro de 2016


 A floresta me chama, as árvores dançam comigo, acompanhando-me, assim como a lua que me convida para seguir seus passos. Ah, as árvores... Sinto que seus inúmeros galhos me envolvem e sinto uma sintonia voraz porém harmoniosa, como se eu balançasse com as folhas, como se eu voasse com o vento, como se eu fizesse parte da floresta, como eu pertencesse a ela, como se eu fosse um elemento da natureza, algo que perde sua essência e sua chance de sobrevivência, quando tirado de seu habitat natural. Eu sou o selvagem. Minha turbulência humana em meio às regras impostas pela sociedade se esvai em meio a selvageria da natureza... Ela me consome, e eu me entrego a ela, porque eu pertenço a ela.

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