quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A Fragilidade da Resistência

 Me sinto como uma Flor
 Que se curva ao Sol 
 Para florescer melhor...
 Uma flor Frágil que pode se despedaçar,
 Mas tu não podes me arrancar,
 No meu caule há Espinhos 
 e minhas Raízes são fervorosamente agarradas ao solo, 
 vinculadas pela necessidade de Subsistência,
 Movidas pela Paixão da Existência.
 Corte minha flor,
 Ela florescerá novamente para o Sol.
 Tire minhas Pétalas,
 Eu vou repô-las, uma por uma.
 Pode não me regar,
 A Chuva é quem rega minha Alma.
 Uma flor Selvagem que cresce em campo Pedregoso...
 Flor, Frágil flor...
 Arranca-me e eu broto de novo,
 O Vento carregará minhas Sementes
 Para crescer nos terrenos mais Desertos,
 Nos lugares mais Incertos
 Onde não poderás me encontrar.
 Esmaga-me, e eu me Reerguerei
 Tu ignoras que quem me sustenta é o Sol e a Chuva,
 E enquanto eles existirem, eu permanecerei aqui, Resistindo
 E não pode tirá-los de mim
 Pois enquanto arrancas minha flor
 Eu já produzo um Jardim.

Fotografia de minha autoria.

0 comentários:

Postar um comentário