domingo, 10 de junho de 2018

 Eu preciso escrever,
 Eu escrevo para reafirmar minha existência,
 Para ter certeza que ainda estou aqui, que ainda vivo, que ainda ardo.
 Escrevo para me salvar,
 Para me certificar que não fui tragada pelo marasmo da rotina,
 Que não tive meus sonhos triturados pelas frustrações das minhas fantasias pueris,
 Ter a certeza que meus ideais ainda me conflagram.
 Eu escrevo, eu preciso escrever,
 Preciso para sobreviver, Não sei sobreviver neste mundo de outra forma que não a escrita,
 É tão vital quanto a respiração,
 Mas na escrita quem respira é a alma.
 Quando deixo de escrever, sinto que estou morrendo
 E se eu não voltar, não há máquina ou medicamento capaz de me salvar
 Do tormento que é perder a própria identidade
 E não saber mais quem se é
 Por mais que quem tu sejas
 Seja alguém confuso e conturbado,
 Sempre melhor do que uma mente vazia
 Ou ocupada pelas vaidades superficiais
 Que nunca me fizeram sentido.
 Se algum dia eu parar de escrever
 Vocês já podem saber que eu não vivo mais,
 Mesmo que a minha presença física ainda se faça,
 Minha alma e minha essência se desvaneceram
 E o que de mim resta é apenas essa ordinária carcaça funcional,
 Que perambula pelas ruas sem saber o porquê,
 Que eu tanto abomino,
 Que eu tanto fujo,
 E um dos meus únicos refúgios
 É escrever.
 Eu ainda existo, eu ainda estou aqui... 

 Preciso saber que ainda respiro.


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